31 outubro 2009

A tão sonhada felicidade



Foram dez dias de uma vida inteiramente nova para mim. Me senti de novo uma mulher singular, pois desde os meus 17 anos vivo casada e sempre em função de marido , filhos e obrigações com a família, portanto sempre no plural.

Até que dessa vez, eu pude ir à Nova Iorque livre, leve e solta totalmente... Sem culpas, até porque o meu marido e filho mais novo estavam viajando à negócios. E aí nesses dias mágicos, mergulhei fundo nas minhas racionais e porque não as mais irracionais reações e pontos de vistas. Acordava livre ,sem ter em que, nem em quem pensar, a não ser em me agradar e me paparicar muitooooo.....

Aconselho todas vocês a fazerem o mesmo algum dia . Pude ir a todas as exposições que eu queria, fui aos musicais que eu mesma escollhi e aos restaurantes e locais de badalação nos quais eu jamais iria acompanhada! Agora, tenho que dizer a vocês, sem que os nossos homens saibam: DEUS É BRASILEIRO !!!!! Os homens daqui de NY são escassos, bestas , preconceituosos além da conta e muito blasées...

Eles "SE ACHAM" e, em reduzidíssimas vezes, retribuem afeição e se compromissam com namoro ou coisa parecida... Notei que eles andam com mais de três amigos nos happy hours ou nas boites. Eles notoriamente sabem que são coisas raras e alvos de desejo e que são caçados pelas inúmeras mulheres de todos os tipos, na maioria, lindas , magras - sim porque as americanas de alto poder aquisitivo e bem sucedidas são psicas com o corpo e comida. Já não bastava serem ricas? Tá bom ou quer mais?

Essas mulheres estão tão preocupadas em pegar logo o seu saboroso pedaço de filé mignon e são tão óbvias nesse intento que eles bocejam para elas e não dão a mínima. Lá é tudo ao contrário: eles é quem são o objeto do desejo e os que são cortejados.

Conversei com algumas executivas americanas conhecidas do nosso grupo e as achei desestimuladas e meio frias. Parece que a alma das coisas se encontram no TER e não no SER , pois todo e tudo de bom vem através do dinheiro, poder, status, grifes... Mas, como sou malandra e boa entendedora de tudo isso, sei que essa forma de agir não passa de um subterfúgio pra que elas possam preencher seus corações feridos e o imenso buraco deixado pela solidão e pela falta de afeto... Elas tem ainda a desvantagem do clima frio cujos dias são mais nublados e cinzas do que os nossos e tudo isso influi no comportamento de lá , ao contrário de nós brasileiros, que temos, a nosso favor, o calor e o aconchego do tropical.

Curti muito mesmo esses dias, mas nada é mais gostoso do que chegar ao meu país,às minhas coisas e pessoas que amo e a vocês,motivo dessa motivação que me embala a conhecer mais e mais a alma feminina e tentar abrir brechas para a felicidade e a autoestima entrarem na vida de todas nós. Com vocês por perto, me sinto um ser humano melhor e com uma definição exata e clara da minha missão dada por Deus, aqui na Terra, que é passar para todas as mulheres ,através das minhas experiências alegres e tristes um modo de transmutar as dores e desencantos em motivações para encontrar essa tão sonhada e desejada FELICIDADE .

Amo vocês !!!!!

10 comentários:

  1. Que bonito saber que você tem essa alegria contagiante apesar de muitos traumas na sua vida...Obrigada por me fazer feliz depois que eu leio todo dia o seu blog.Eu te amo !

    ResponderExcluir
  2. Ainda bem que o meu namorado e paraibano.Ele é brabo mas é macho pra cacete...

    ResponderExcluir
  3. Olha Suzana você está certa,eu já morei em New York quase tres anos e nunca consegui ter uma amiga afetuosa americana ,elas são muito frias e olha que eu era executiva no Banco ,mas mesmo assim ,era descriminada por ser brasileira...

    ResponderExcluir
  4. Querida Suzie,só agora soube do seu paradeiro e soube que você é a Pselda. Estou babando com o seu site e adorei suas estórias...Vê se da próxima vez que você viajar me convida que eu vou com você.Me liga amiga!

    ResponderExcluir
  5. Concordo que toda mulher deve ter seu momento, longe de família, trabalho e tudo mais... Mas é muito importante passar essa lição para as outras mulheres...

    ResponderExcluir
  6. O que é que uma mulher casada tem que fazer em boites e barzinhos sem o marido? Tô achando você muito moderninha para o meu gosto pois lugar de mulher casada é ficar em casa ou do lado do marido. Tenho dito!

    ResponderExcluir
  7. Carlos apaixonado...31 de outubro de 2009 18:36

    Suzana eu te acompanho há muito tempo na mídia e sou completamente apaixonado pelos seus posicionamentos e modo de ser. Já que seu marido está viajando é possível ,pelo menos,você tomar um café comigo para debatermos mais sobre a vida? Diga que sim...

    ResponderExcluir
  8. Ainda existe gente machista, credo! Lugar de ser humano é qualquer um onde ele se sinta feliz. Eu hein! Mulher tem que se divertir sozinha sim!!! É isso aí Suzana! Parabéns pelos seus ótimos textos! Você escreve muito bem... Você é jornalista?
    beijinhos... Cacau Salles

    ResponderExcluir
  9. Em qualquer parte do mundo, até aqui no Brasil a palavra é ter e nao ser.Toda a sociedade ve o que vc tem de material, mas todo o seu carater sua amizade e sua bondade fica em segundo plano.Isso ainda não mudou.O ser humano está mais frio e voltado para o seu próprio umbigo, ninguem mais valoriza um gesto de amizade,carinho,atenção.As pessoas estão futeis,por isso tanta violência.Espero que isso mude.

    ResponderExcluir
  10. Parabéns!!! Li o blog todos os dias e amei!!! Obrigada por nos levar junto com você nessa viagem!

    ResponderExcluir